quarta-feira, 22 de maio de 2013

"MOTE: OS COSTUMES TRANSFORMA-SE EM CULTURA/REPASSADOS POR CADA GERAÇÃO".

               
     
 

   O sertão tem cultura generosa
   O seu povo trabalha com amor
   Muito embora despreze o seu valor
   Que pra mim ela é bem valiosa
   Sua história contada em versos e prosa
   Descrevendo as belezas do sertão
   Até mesmo a passagem de Lampião
   Que a muitos deixou muita amargura
   Os costumes transformam-se em cultura
   Repassados por cada geração
 
   O seu povo é bravo e destemido
   Pela mídia eles vivem desprezados
   Quando tenta juntar-se aos aliados
   De repente o nordeste é excluído
   O sudeste é quem é favorecido
   Nós ficamos a sofrer essa exclusão
   Já lutamos pela transposição
   Pra que o pobre tivesse mais fartura
   Os costumes transformam-se em cultura
   Repassados por  cada geração

   Vaquejadas, quadrilhas e forró.
   São costumes que hoje virou lenda
   As cantigas de reis lá na  fazenda
   Caipora e Saci de uma perna só
   Lobisomem assombrava  os arredo
   Das crianças na sua ilusão
   São histórias que ouvi com emoção
   Que mãe preta contava com ternura
   Os costumes transformam-se em cultura
   Repassados por cada geração

   O sertão onde eu moro é diferente
   O carão é quem é nosso profeta
   A mulher é mais simples e discreta
   Seu amor é mais puro e mais ardente
   A criança é alegre e mais contente
   Sertanejo tem mais disposição
   Alimenta-se com o caldo do feijão
   Mocotó, arroz doce e rapadura.
   Os costumes transformam-se em cultura
   Repassados por cada geração

   O São João é a nossa tradição
   Produzido debaixo da latada
   Com a bela morena bem pintada 
   Pra dançar e fazer exibição
   Ao parceiro não pode dizer não
   Porque ele exige aprovação
   Pra dançar ele pega em sua mão
   E a ele ela atende com doçura
   Os costumes transformam-se em cultura
   Repassados por cada geração
                                                                              
   O progresso acabou modificando
   A cultura do homem do sertão
   O vaqueiro não veste mais gibão
   A cabocla hoje está se enfeitando
   No seu rosto bonito está passando
   Um produto de última geração
   Crescem os olhos e muda de feição
   Eu prefiro a cabocla simples e pura                           
   Os costumes transformam-se em cultura                    
   Repassados por cada geração.                                   

   Preservar a cultura é dever nosso
   Que devemos fazê-lo com amor
   Entender que o nosso antecessor
   No futuro não tenha algum remoço
   Aos costumes antigos eu endosso
   Pois eu quero manter a tradição
   Quem os negas pra  mim é sem visão
   E terá uma morte prematura
   Os costumes transformam-se em cultura
   Repassados por cada geração  

   AUTOR: DAVI CALISTO NETO.
   ANTÔNIO MARTINS-RN, 25/05/2007.

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