VERSOS
EM SEXTILHAS FALANDO
SOBRE A MORTE DE MEU TIO LUÍS
ESCREVEU:
DAVI CALISTO NETO
Hoje eu ouvi um relato
Que me deixou comovido
O meu pai quem me contou
O que fora acontecido
Em um passado remoto
Perdera um ente querido
O seu irmão falecido
Com dezessete de idade
O seu nome era Luís
Uma alma de bondade
Partiu para o outro mundo
Deixando a sua irmandade
Recordava com saudade
O que ele representou
Era belo de feição
Meu pai assim me falou
A morte sem piedade
Muito jovem o emboscou
Recordando hoje eu estou
Mesmo sem ter conhecido
Esse irmão de meu pai
Que anos é falecido
Morreu em 43
Sem ainda ter vivido
O seu final foi sofrido
Conforme meu pai relata
Era um tempo de atraso
E a doença foi ingrata
De uma úlcera morreu
Que hoje em dia não mata
Tudo que meu pai retrata
Fica no meu sentimento
Morreu de fome e de sede
Isso é que eu mais lamento
Por não ter naquele tempo
Nem se quer medicamento
No leito de sofrimento
Ele teve de dizer
Quando sua mãe carinhosa
Tentava lhe convencer
Pra que zelar o meu corpo
Se a terra é quem vai comer
O que eu queria entender
Eram os desígnios da morte
Porque ela é tão cruel
Quando fere com seu corte
Uns com tantas mordomias
E outros com pouca sorte
Eu quis falar dessa morte
Porque senti emoção
Em ouvir a narrativa
De meu pai o seu irmão
Que lamentava essa perda
Com dor no seu coração
Nessa minha narração
Quero deixar meu lamento
O que os meus avós sofreram
Quanta dor e sofrimento
Quero esquecer um passado
Que causou tanto tormento
Faço aqui meu juramento
Por está angustiado
Esquecendo o sofrimento
No meu coração gravado
Quero viver o presente
E esquecer o passado
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